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21-02-2018 | Bolsas

Quatro sonhos, quatro desafios, quatro bolsas: GAES premeia esforço e compromisso na 2ª edição

Quatro sonhos, quatro desafios, quatro bolsas: GAES premeia esforço e compromisso na 2ª edição Eduardo Excelente Pinto é apaixonado pela corrida;  Filipe Matias usa a bicicleta no combate à obesidade; Miguel Leite da Rocha está como um peixe dentro de água, e a cadeira de rodas não impediu João Correia de subir ao pódio. São todos diferentes, têm objetivos diversos e percursos de vida bem distintos. Mas une-os a força de vontade e a persistência, que lhes valeram a conquista das bolsas GAES, destinadas a patrocinar projetos desportivos de atletas amadores.
 
‘Persegue os teus sonhos’ é o nome do programa criado pela GAES – Centros Auditivos, líder ibérica em reabilitação auditiva, integrado dentro da Fundação GAES Solidária, departamento de responsabilidade social da marca. E é para os ajudar a concretizar sonhos que, este ano, serão distribuídas bolsas num total de 7.000€. Das 19 candidaturas submetidas, 15 foram avaliadas por um júri, com muitas caras conhecidas, como a apresentadora Fátima Lopes, o jornalista Fernando Correia, o ciclista de BTT Luís Leão Pinto ou a dupla de cantores d’Os Anjos. Os vencedores foram escolhidos: Eduardo Excelente Pinto, Filipe Matias, Miguel Leite da Rocha e João Correia.
 
 
“Queremos ajudar estes atletas amadores, que já mostraram estar à altura de tantos desafios, a concretizar os seus sonhos”, afirma Antonio Gassó, CEO da GAES. “Porque sem sonhos, sem motivação, sem vontade de empreender um novo projeto não há desafio possível. Depois, é necessário compromisso e, claro, esforço”, acrescenta.
 
Os grandes vencedores
Aos 33 anos, Eduardo Excelente Pinto define-se como um apaixonado por trail running. E nem o diagnóstico de otosclerose, em 2008, que o obriga a usar próteses auditivas em ambos os ouvidos, ao qual se juntou, recentemente, um diagnóstico de esclerose múltipla, lhe diminuíram a vontade de alcançar os seus sonhos. “O meu grande objetivo para 2018 é concluir todas as provas do circuito de Trail Ultra Endurance, da ATRP, com especial enfoque no Madeira Island Ultra Trail (115 kms), onde em 2016 tive de desistir aos 60 kms por lesão”, explica. Uma missão que lhe daria a possibilidade de “provar a todos que a vida não termina quando se tem esclerose múltipla, que tudo é possível e que nunca devemos desistir dos nossos sonhos”.
 
Provar que querer é poder e que a “Persistência realiza o impossível”, é o lema do projeto apresentado por Filipe Matias. Lema que começou a mostrar há seis anos quando, com 183 quilos, participou no programa ‘Peso Pesado’, que venceu, tendo perdido 70 quilos em 4 meses. Foi, então, que deu início a uma luta contra a obesidade em bicicleta. “Este projeto consiste em realizar uma prova BTT épica internacional por ano, para além de 15 maratonas BTT anuais, a nível nacional. Pretendo mostrar que é possível mudar, ao criar um estilo de vida saudável”, afirma. O arranque será dado com a Titan Desert 2018, prova que se realiza em Marrocos entre 29 de abril a 6 de maio deste ano.
 
Miguel Leite Rocha sagrou-se bicampeão nacional de bodysurf e conquistou o 3º lugar europeu após o diagnóstico de esclerose múltipla. Agora, quer mais: quer ser o 1º português a ir ao mundial de bodysurf que se vai realizar, em agosto, na Califórnia, EUA.. “Desde que me conheço que sou um apaixonado pelo mar. Descobri o bodysurf em 2010 e em 2015 comecei a competir, alcançando um 2º lugar no campeonato nacional. Porém, 2016 não começou da melhor forma. Diagnosticaram-me uma doença degenerativa chamada esclerose múltipla. Poucos meses depois, tornei-me campeão nacional de bodysurf, voltando a sagrar-me em 2017, onde ainda alcancei um 3º lugar no campeonato europeu.”
 
Desde os dois anos de idade que João Correia vive numa cadeira de rodas. Mas isso nunca o prendeu. Aos oito começou a praticar desporto adaptado, tendo sido o primeiro a conquistar medalhas para o atletismo nacional adaptado. “Após os sucessos pessoais conquistados enquanto atleta Paralímpico, tenho um projeto para o bem comum: a criação da primeira academia portuguesa dedicada ao treino exclusivo de atletas em cadeiras de rodas, na modalidade de atletismo”, explica. Um espaço que não tem dúvidas em dizer que “seria uma grande ajuda para um tipo de desporto que faz Portugal brilhar em todo o mundo e ajudaria sobretudo milhares de portugueses em cadeira de rodas a perceber que podem sair de casa e serem extraordinários”.